E levanto-me todas as manhas a acreditar que é hoje que me vais amar, e te vais lembrar que te mereço e que de tudo apenas peço, deixa-me te amar... Todos os dias, acordo o meu sono, revejo o meu sonho, penso para existir, lavo o rosto e desisto de desistir... Vou com a força do mundo, e talvez a intensidade de quem sofre tudo num segundo, mas de certo sei, que tudo irei fazer, que tudo irei continuar, numa esperança que não tem fim, numa luz mais forte que o luar... E vou, e luto, e choro, e sorrio, e faço-te sorrir, e abandonas-me, e não me vez, e não te vejo, e falamos, ou ignoramos, sentimos, reduzimos, mentimos, omitimos e queremos tentar... Neste universo de razão onde todos estamos sem razão, apenas tentamos alcançar, a felicidade que achamos bem estar...
E então, eu vou, eu nao desisto, eu resisto, eu sinto
vento no meu rosto, a chuva que me separa do meu posto, vivo por algo, e o meu coração sofre no valor deste dialogo... Eu estou só... a vida nao quis dar-me o mesmo destino que aos outros, incombiu-me de tudo tentar, e só depois a página virar, com tudo ganho, ou tudo perdido, num duelo em que no fim me sinto tao sozinho...E hoje choro... e choro muito... as lágrimas cobrem-me o rosto, na minha face, apenas desgosto... Enquanto o mundo vivia num intento, de festejar, a minha alma aclamava alguém que viesse parar o meu chorar... Ergui as mãos ao ceu, e perguntei o porquê de tudo na minha vida, ser eu a saída, numa estrada que não caminha...
Agora oiço a chuva... ambos deixamos cair as emoções por terra que as viu nascer... ambos vemos e sentimos que aquilo que o mundo fez, de nada serviu mais uma vez... No fundo, eu só queria ser amado, e quem sabe um pouco desejado, para que num intento suado, eu acordasse mais esforçado... E pensar que te vi ontem por mim passar, e sem mesmo me olhar, quis tanto sentir aquilo que era o teu passar... Saudade tua que não passa sem magoar...
E à medida que a agua das emoções corria do meu olhar, à minha frente ar ficava mais opaco que a luar, mais difícil de olhar que a luz solar... Fui lavar o rosto... a agua corria as minhas mão como nunca, as minhas mãos corriam o meu rosto como pedaços de alma junta... No fim, levantei-me mais uma vez, mais uma vez decidi continuar, numa força que não tem explicar, porque de alguma forma, eu continuo sempre a acreditar, que o faço, é razão simples, na busca de um amar...
E agora escrevo isto, porque enfim não resisto, não tenho mais a quem contar, e sei que não me vais complicar, aquilo que é um pensamento sem fim, sem amar...
Mais uma vez, aqui estou... Não sei quanto tempo mais me vou salvar, porque ao fim de tantos anos, já nem sei que força é esta que vou buscar... Juntos chorámos, mas as lágrimas são minhas... Faço-te sorrir, mas cá dentro, tristezas minhas... E isto é real, não apenas vital, mas também essencial, ao meu desabafar... Agora, é juntar de novo o coração e continuar a lutar, contra uma vida que não tem gostar... mas sempre, e sempre... à espera do teu amar...
Lágrimas...

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